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E-commerce: o guia completo para ter sucesso na sua loja virtual

De 25 de março de 2020agosto 3rd, 2021Sem Comentários

A palavra “e-commerce” diz respeito às diferentes formas de venda de itens pela internet, podendo ser traduzido para comércio eletrônico, em português. Ele pode variar de acordo com as partes envolvidas na transação (pessoas, empresas ou órgãos governamentais) e os dispositivos em que é disponibilizado (sites para web, aplicativos para celular etc.).

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Ano após ano, o e-commerce tem se tornado cada vez mais popular ao redor do mundo. E o cenário não é diferente aqui no Brasil.

Para você ter uma ideia, em 2018, o comércio eletrônico brasileiro faturou R$ 53,2 bilhões, o que representou um aumento nominal de 12% em relação ao ano anterior. Segundo pesquisas, a previsão é de que o faturamento do setor chegue a R$ 85 bilhões até 2021 — o que mostra o crescimento constante do mercado digital e de seus diferentes tipos de e-commerce.

Esses números refletem uma tendência cada vez maior ao comércio online, que busca se adaptar para atender à crescente demanda. Embora a maioria das pessoas veja essa modalidade de forma generalista, hoje, existe uma série de particularidades que fazem com que esse meio de compra e venda possa se adaptar a praticamente qualquer setor.

Se você quer saber mais sobre diferentes tipos de e-commerce, o que caracteriza esse modelo de negócios e quais fatores devem ser levados em consideração para a escolha da melhor opção para cada realidade, continue a leitura!



O que é e-commerce e para que serve?

Um e-commerce — ou comércio eletrônico — é caracterizado pela realização de operações comerciais em um ambiente virtual. Essas transações não englobam somente a compra e a venda de produtos ou serviços em si, mas todas as etapas desse processo online, como a gestão de estoque e a logística de despacho de mercadorias.

Outro ponto fundamental é que ele não existe sem a presença de uma plataforma eletrônica que o suporte. As características e as funcionalidades desses sistemas podem ser das mais diversas e dependerão, claro, dos tipos de e-commerce.

Como surgiu o e-commerce?

O surgimento do e-commerce está intimamente ligado à história da própria internet.

Antes da World Wide Web, a internet de hoje, existiam predecessores do compartilhamento de informações entre computadores, como a ARPAnet, desenvolvida nos anos 1960. Conectando, inicialmente, quatro importantes universidades estadunidenses, seu objetivo era garantir a manutenção de comunicações cruciais no caso de um ataque nuclear.

Em 1982, a ARPAnet evoluiu para o Transmission Control Protocol e Internet Protocol (TCP/IP), base do sistema atual.

Já na metade dessa década, foi disponibilizado um serviço chamado Electronic Mall, que permitia a compra de itens diretamente de 110 comerciantes online, sendo um dos primeiros protótipos do e-commerce.

Porém, antes disso, algumas iniciativas rudimentares de comércio eletrônico foram desenvolvidas, como um projeto de compras online por meio de uma televisão modificada, chamada Videotex, concebida por Michael Aldrich em 1979.

O passo fundamental para lançar as bases do e-commerce atual, no entanto, foi o advento do hipertexto e da interface dos primeiros navegadores web, a partir das contribuições de Tim Berners-Lee, em 1990. Essa foi a base para a internet de hoje.

A partir disso, os computadores e a internet passaram a se popularizar entre usuários comuns, permitindo o surgimento do mercado online nas proporções atuais.

Estrutura necessária

Para que o e-commerce passasse a ser viável em grande escala, foi preciso que se desenvolvessem algumas tecnologias específicas. A primeira delas foi um navegador que permitisse o fácil acesso à web por usuários comuns e que fosse disponibilizado de forma ampla.

Um dos modelos pioneiros mundialmente distribuídos foi o Mosaic, lançado em 1993. Já no ano seguinte, foi liberado o Netscape 1.0, que viria a ser um dos navegadores mais usados nessa primeira fase de popularização da internet. Ele apresentava uma importante funcionalidade de segurança, que é fundamental para o comércio eletrônico até os dias de hoje: o Secure Socket Layer (SSL).

Esse protocolo de segurança é responsável pela criptografia de mensagens de ponta a ponta, assegurando a privacidade de informações compartilhadas na rede. Dessa forma, foi um importante advento para que as pessoas se sentissem mais seguras para compartilhar seus dados pessoais e bancários na web.

Já entre os anos de 1994 e 1995, começaram a aparecer os primeiros serviços de processamento de vendas em cartão de crédito online, como o First Virtual e o CyberCash.

Assim, foram surgindo diferentes recursos que permitiram o desenvolvimento e a evolução dos vários tipos de e-commerce nas décadas seguintes.

Amazon e eBay

A partir desse ambiente embrionário, os dois grandes pioneiros do e-commerce foram a Amazon, de Jeff Bezos, e o eBay, de Pierre Omidyar.

Fundada em 1995, a Amazon começou a operar na garagem de Bezos em Seattle como uma companhia que vendia livros online. No seu primeiro mês de operação, a empresa já havia vendido exemplares para pessoas de mais de 45 países.

Em 1999, Jeff Bezos foi nomeado a personalidade do ano da revista Time, e esse foi o início do que se tornaria uma companhia multibilionária, que domina os mais diferentes setores de comercialização de produtos e serviços pela internet.

Já o eBay foi criado por Pierre Omidyar também em 1995, com o nome de AuctionWeb. Seu objetivo era de ser um site dedicado a unir compradores e vendedores em um mercado honesto e aberto.

O primeiro produto vendido foi um laser pointer quebrado. Omidyar enviou um e-mail ao comprador para se certificar de que ele sabia que o objeto não funcionava. A resposta resumiu perfeitamente o modelo de negócios que seria o pilar da empresa nos anos que se seguiram: “Eu sou um colecionador de laser pointers quebrados”.

O eBay se tornou, então, o precursor dos marketplaces para trocas C2C (consumer to consumer) de produtos usados, hoje também permitindo as transações do tipo B2C e não se limitando mais a itens antigos e de colecionadores.

O resto é história. Hoje, existem diferentes tipos de e-commerce que buscam atender a diversas modalidades de negociações e plataformas. Mais abaixo, você poderá conferir os principais e suas particularidades. Agora, porém, será apresentado o funcionamento desses negócios virtuais.

Como funciona o e-commerce na prática?

Para que um comércio eletrônico traga os resultados esperados, é preciso muito mais do que uma plataforma online robusta e com fácil navegação. Depois de o cliente escolher o produto que deseja e efetuar uma compra, começa um processo que precisa ser bem compreendido para funcionar corretamente.

Um bom planejamento logístico será a chave para o sucesso, pois a qualidade nesse aspecto garante uma impressão positiva por parte do consumidor, que enxergará seriedade no seu e-commerce. Na prática, isso significa que o produto vendido será entregue no dia e lugar prometidos por você na plataforma virtual.

Durante o planejamento, faça um mapeamento detalhado das principais etapas e elementos envolvidos. Dessa forma, você terá os meios de traçar as melhores estratégias para o seu negócio.

Para realizar a logística da sua loja online com a máxima eficiência, é preciso seguir uma série de etapas, que são:

  • selecionar fornecedores para produtos prontos e insumos de produção;
  • receber e conferir os materiais;
  • armazenar as mercadorias;
  • fazer o controle do estoque;
  • fazer uma previsão das compras;
  • realizar o picking, que é a preparação dos pedidos feitos pelos consumidores do e-commerce;
  • contratar a parceria dos Correios ou de transportadoras;
  • embalar;
  • gerar a documentação e as notas fiscais;
  • monitorar os pedidos, a fim de mostrar ao cliente o andamento do procedimento de entrega da mercadoria;
  • gerenciar as entregas.

A logística é responsável pela distribuição, lidando com coisas como o armazenamento e a embalagem das mercadorias. Já os procedimentos referentes a contatos com fornecedores e produção são geridos estritamente dentro do ambiente virtual.

A gestão referente ao armazenamento e à distribuição dos itens da sua empresa online deve ser feita de modo a maximizar a eficiência. Confira, a seguir, os passos necessários para o seu negócio funcionar de forma satisfatória e conquistar o consumidor.

Conheça as opções para o frete

Basicamente, existem 4 formas de fazer o frete dos itens da sua loja. Confira nas subseções a seguir.

Transportadoras

O histórico de greve e atrasos de entrega dos Correios fez com que as lojas virtuais passassem a encarar o serviço das transportadoras como uma opção cada vez mais vantajosa.

Mais especificamente, o transporte fracionado passou a ser amplamente usado, por se basear em veículos de pequeno e médio porte, que fazem entregas proporcionais ao volume dos produtos que foram vendidos.

Além disso, muitas dessas transportadoras contam com softwares responsáveis por fazer o rastreamento das mercadorias. Isso proporciona agilidade e eficiência na entrega, em virtude do investimento massivo dessas empresas em tecnologia.

Logística terceirizada

Quando o e-commerce começa a obter maior escala, pode ser interessante optar pela terceirização dos processos referentes a estocagem e entregas. Quanto maior o negócio fica, maior será a responsabilidade de continuar a entregar os produtos com eficiência.

Nesse sentido, algumas empresas decidem terceirizar todo o processo — desde o empacotamento, transporte e rastreamento até a comunicação com o cliente.

Correios

A empresa estatal é bastante procurada por empreendedores que estão iniciando os seus negócios. Ela oferece como vantagens o atendimento em todo o território nacional, além da possibilidade de envio de mercadorias para o exterior. Em seu sistema, é possível que os consumidores e gestores do e-commerce acompanhem o andamento das entregas.

As desvantagens do serviço consistem em restrições no tocante ao transporte de encomendas, dependendo do peso e do tamanho dos produtos. Também é válido salientar as greves recorrentes que acontecem, o que tende a comprometer consideravelmente a avaliação dos negócios por parte dos consumidores.

Motoboy e bicicleta

Se você tem um negócio que atende apenas dentro da cidade, essa é uma opção bastante útil. E-commerces do ramo de restaurantes e comidas como um todo, por exemplo, se utilizam de motoboys e pessoas em bicicleta para entregas de curta distância. O cliente, querendo economizar com o frete, também pode optar por retirar o que comprou no próprio estabelecimento.

Planeje as vendas

Com base na previsão de vendas, você deve organizar os produtos da sua loja, de modo a mantê-los sempre disponíveis para os clientes. Somente por meio de análises é que será possível saber com precisão quais são as reais demandas do negócio. Além disso, é importante fazer estimativas — com base nas tendências atuais do mercado e nos últimos resultados obtidos pela sua loja.

Realize o controle e a gestão do estoque

Se o estoque for bem-gerido e controlado, você dificilmente terá de passar por imprevistos, como quando há um aumento da procura por itens que estão em quantidade insuficiente ou se for feita uma compra que ficará parada no estoque, causando prejuízo.

Para isso, você pode contar com um software ERP. Esses sistemas ajudam na simplificação e informatização dos itens do estoque, dando dinamismo e eficiência às operações. Todas as atividades são centralizadas, contribuindo para que tudo seja feito com maior rapidez e organização.

Soluções ERP oferecem, dentre outras vantagens:

  • segurança;
  • redução de custos;
  • atualização em tempo real dos itens do estoque;
  • armazenamento dos dados em nuvem;
  • acesso às informações por meio de dispositivos móveis, desde que tenham conexão com a internet.

Calcule os valores de frete

O frete é um fator determinante para o sucesso de uma loja virtual. É preciso fazer o cálculo de modo que seja benéfico tanto para os clientes quanto para os empreendedores.

Somente por meio de uma política equilibrada, será possível saber qual é o momento propício para oferecer descontos e promoções — no intuito de gerar vendas —, reduzindo o custo do frete.

Empacotamento

Para que a mercadoria não sofra nenhum dano durante o transporte, é imprescindível o uso de uma embalagem resistente. A importância do empacotamento também se dá pelo fato de que, se feito da forma correta, ele contribuirá para minimizar o risco de o produto ser trocado ou devolvido — além de poder melhorar a experiência do cliente com o produto e sua loja desde o recebimento.

Desafios da logística

Quem opta por empreender no comércio eletrônico deve estar devidamente ciente dos desafios logísticos que enfrentará. De uma forma geral, é preciso ter a expertise para contornar três deles: custos, logística reversa e dificuldades de comunicação. Conheça cada um nos subtópicos a seguir.

Custos

Se não forem bem quantificados, os gastos com transporte e logística podem comprometer bastante o seu negócio.

Assim como no gerenciamento e controle do estoque, utilizar softwares ERP é indispensável. Eles ajudarão você a identificar os gargalos do seu e-commerce e lhe darão um norte para uma ação corretiva rápida. Também não deixe de se atualizar continuamente, observando as principais práticas do mercado.

Logística reversa

Mesmo depois de o produto chegar à casa do cliente, o trabalho não termina. Isso, porque é necessário estabelecer uma logística reversa — caso algum item tenha de ser trocado ou devolvido.

O consumidor precisa, desde o início, saber da existência desse procedimento em sua loja. Como está previsto em lei, é o próprio e-commerce quem deve se responsabilizar por fazer a logística reversa, desde o recolhimento da mercadoria na casa do cliente.

Dificuldades de comunicação

Organizar o fluxo de informações da sua loja também é algo fundamental. Por exemplo, sem o devido controle, você correrá o risco de oferecer ao seu cliente um produto que não existe ou que está em falta no estoque.

Descuidar desse aspecto pode comprometer bastante a credibilidade do seu comércio eletrônico. Nesse sentido, é de grande importância que as mercadorias sejam rastreadas durante a sua jornada, no intuito de mitigar os imprevistos.

Elabore um plano logístico para o seu e-commerce

Apesar da complexidade dos processos logísticos, é totalmente possível gerenciar tudo isso sem ter de contar com uma equipe muito grande. Nesse sentido, o correto planejamento e a coordenação em cada uma das etapas são o que garantirá o sucesso da sua estratégia. Acompanhe, a seguir, dois passos primordiais que estão envolvidos em um plano logístico.

Fluxo logístico

Pelo fato de o Brasil ser um país de dimensões continentais, traçar o caminho do produto até chegar ao cliente faz toda a diferença. Isso permitirá ao gestor ter uma melhor visualização dos detalhes envolvidos, possibilitando a identificação de falhas e desperdícios e contribuindo para a elaboração de melhores estratégias para o envio.

Recursos tecnológicos

Dentre outras coisas, as soluções integradas são de grande ajuda no tocante à automatização de processos do comércio eletrônico. Essas ferramentas contribuem para uma maior produtividade, por meio do gerenciamento das entregas e da jornada das mercadorias na própria interface do software. Investir nelas gera maior economia de tempo e recursos.

Descreva bem os produtos no site

Em uma página de comércio eletrônico, é preciso que as imagens sejam nítidas. Isso é importante não só para facilitar o entendimento dos consumidores sobre o que está sendo vendido, mas também para transmitir ao público uma ideia de profissionalismo do negócio.

Ainda, a descrição dos itens deve ser a mais detalhada possível, de modo a quebrar a principal objeção que as pessoas têm com uma loja virtual, que é não poder tocar nos produtos.

Utilize meios de pagamento seguros

Estabelecer meios de pagamento seguros ajuda a quebrar outra objeção em relação ao e-commerce, que é a desconfiança das pessoas em fazer negociações pela internet.

Além do boleto e do cartão de crédito, é possível usar os chamados gateways, em que uma taxa é cobrada por cada transação, cabendo ao lojista saber se essa é ou não uma opção interessante, a depender da realidade do seu negócio.

Outro meio de pagamento que pode ser usado é o Pix, que, ao contrário da TED e do DOC, realiza transações a qualquer dia e horário e em poucos segundos.

Quais são os tipos de e-commerce existentes?

Agora que você já sabe como é o funcionamento do e-commerce na prática e como ter sucesso nesse tipo de empreendimento, confira quais os principais tipos de lojas virtuais e qual se encaixa mais no seu modelo de negócios.

Business to customer (B2C)

Ao se pensar em comércio eletrônico, normalmente são as lojas B2C que vêm à mente — aquelas que promovem venda direta de produtos da empresa (business) para o consumidor (consumer). Realmente, esse é o tipo mais comum de negociação encontrado no mercado digital, com grandes varejistas operando nesses moldes.

Pensando em uma estratégia ideal, como a concorrência do mercado é grande, os sites devem fornecer o máximo de informação possível, para que os clientes façam escolhas que os deixarão satisfeitos.

Quando é vantajoso optar por esse tipo de e-commerce

Seja a sua empresa uma grande varejista ou um pequeno negócio, se o seu público é formado, sobretudo, pelo cliente final, o B2C é a opção ideal para você.

Essa modalidade mostra-se especialmente benéfica para aqueles que também contam com lojas físicas, pois permite a integração omnichannel desses dois comércios e o seu consequente fortalecimento.

Nesse caso, os compradores podem encomendar os seus produtos online e fazer a retirada na unidade mais próxima da sua casa, por exemplo, que é uma das vantagens da associação de loja física com a virtual.

Business to business (B2B)

No modelo B2B, ambas as partes (comprador e vendedor) são empresas. Um bom exemplo de comércio eletrônico business to business são as empresas que vendem materiais para escritório — que também podem atuar no modelo B2C.

Nesses moldes, há uma exigência maior em relação a valores de frete e prazos de entrega. Com isso, se o e-commerce não está com a sua estrutura de logística em dia, perde poder competitivo.

Quando é vantajoso optar por esse tipo de e-commerce

Se você comercializa produtos usualmente adquiridos em larga escala, provavelmente, esse é o tipo ideal para o seu negócio. Justamente pelo fato de as vendas acontecerem em maior quantidade, há casos que exigem uma pré-aprovação de crédito do comprador. Isso, em certa medida, acaba dando ao lojista mais segurança de que receberá pela venda realizada.

Como dito, uma particularidade desse segmento é que, geralmente, os negócios obtêm uma grande quantidade de bens. Sendo assim, a sua empresa pode, a exemplo de outros e-commerces, exigir que seja adquirido um número mínimo de produtos. Pode, também, oferecer a compra por lotes.

Marketplace

Assim como uma loja virtual, o marketplace é considerado um espaço para promoção e venda de produtos por meio de transações online. No entanto, existe uma diferença primordial entre esses dois: enquanto, no e-commerce, a empresa vende os seus próprios produtos; no marketplace, surge uma mediação, com vários outros lojistas podendo vender as suas mercadorias.

Assim, o marketplace é como um shopping virtual. É o caso do Mercado Livre, por exemplo.

Acompanhe, a seguir, uma série de outros aspectos que ajudam a entender melhor a diferença entre os dois.

Logística

Conforme foi visto, um e-commerce deve ter uma preocupação constante com relação aos aspectos logísticos. Redução de custos, identificação de gargalos e controle e gerenciamento de estoque são apenas alguns dos pontos a serem observados.

Contudo, esses elementos não são considerados no caso de um marketplace. Nessa modalidade, os produtos são simplesmente expostos, e as compras, registradas. Por fim, há o repasse do dinheiro para as empresas envolvidas no negócio, de modo que as comissões são devidamente obtidas.

Alcance do público

Em um comércio eletrônico, o grau de especificidade é grande. Embora o tráfego não seja tão elevado, quem visita a loja são pessoas que estão mais próximas de realizar uma compra. Em outras palavras, o negócio já tem uma persona definida.

Por sua vez, o alcance de um marketplace é maior, porém, menos qualificado. Por ser um negócio menos específico, acaba por gerar um menor engajamento e fidelização.

Competitividade

Uma loja virtual está inserida em um nicho de mercado. Dessa forma, ela concorre somente com outras empresas do mesmo segmento. Em um marketplace, a competição é muito maior e, portanto, mais difícil de controlar.

Isso ocorre porque esse tipo de negócio tem de disputar não só com e-commerces especializados de um nicho, mas com outros empreendedores que estejam vendendo produtos no mesmo marketplace.

Tipos de consumidor do marketplace

A modalidade marketplace permite, além do B2C e B2B, duas outras formas principais de comercialização eletrônica. Entenda melhor.

Consumer to consumer (C2C)

O modelo de negócio C2C se resume à possibilidade de venda entre pessoas físicas, como na OLX. Geralmente, esse tipo de negociação é realizado em marketplaces e não precisa se limitar à comercialização de produtos. Serviços de freelancers também podem ser anunciados e contratados por meio das plataformas, por exemplo.

Consumer to Business (C2B)

Em um primeiro momento, pode até soar estranho, mas é fato: existem empresas que contratam ou compram bens de pessoas físicas. Um exemplo são os freelancers, que ofertam serviços, permitindo que as empresas os contatem para que façam trabalhos específicos por determinado período.

Quando é vantajoso optar pelo marketplace

Criar um marketplace é um projeto de alta complexidade e que exige investimento elevado. É ideal para quem já tem um grande tráfego em uma loja virtual e quer expandir sua atuação para outros lojistas. Se você está começando sua operação online, uma boa alternativa é vender nos marketplaces, aproveitando a alta visibilidade desse tipo de canal para conquistar novos clientes.

Business to Government (B2G)

Ao contrário do que muita gente pode pensar, os modelos de negociação não se limitam a empresas e consumidores. Existem, também, organizações que vendem bens ou serviços para órgãos públicos. Esse tipo de transação também é conhecido como Business to Administration (B2A).

Quando é vantajoso optar por esse tipo de e-commerce

Quando a sua empresa já comercializa bens ou serviços que geralmente são adquiridos por órgãos governamentais. Além disso, se você já entende como funcionam as licitações, isso pode representar uma vantagem na escolha por esse tipo de comércio virtual.

Importante: as empresas que prestam serviços ou vendem produtos para a administração pública devem estar sempre com as obrigações tributárias em dia. Se você pretende criar um e-commerce nesse segmento, fique atento aos editais e já comece a estudar as etapas de uma licitação pública.

Business to Employee (B2E)

No processo de negociação do B2E, a empresa faz a venda direta de produtos ou serviços para os seus funcionários, dando oportunidade para os colaboradores consumirem as mercadorias da própria empresa.

Por meio de uma intranet (rede interna da empresa), os colaboradores conseguem ter acesso a produtos e serviços exclusivos. Tais itens podem ser usados para recompensar os funcionários com descontos exclusivos, tendo como base o tempo de serviço prestado, por exemplo.

Quando é vantajoso optar por esse tipo de e-commerce

Para empresas que comercializam produtos ou serviços com margens maiores de lucro, principalmente, pois o número de vendas pode não ser tão grande nessa modalidade, uma vez que fica restrito ao público interno.

Uma das principais vantagens é o conhecimento pleno de quem é o seu consumidor, com dados atualizados sobre ele. Outro benefício é a redução dos custos operacionais, como aqueles gerados pelas entregas.

Além disso, as chances de inadimplência são quase inexistentes, já que um colaborador pensará duas vezes antes de se tornar inadimplente no próprio lugar em que trabalha, com risco de ter a sua imagem manchada.

Social commerce (s-commerce)

Esse modelo usa as redes sociais tanto para a atração como para a fidelização dos clientes. Algumas plataformas permitem, inclusive, a criação de lojas virtuais, espaços destinados à exibição de produtos com os respectivos valores, além da opção de colocar um botão de compra, direcionando o usuário para uma página de oferta ou checkout.

Quando é vantajoso optar por esse tipo de e-commerce

Você está em um momento de crescimento do seu empreendimento? Essa modalidade de comercialização é usada principalmente como estratégia para a expansão do alcance da marca. No Facebook, por exemplo, existem cerca de 2 bilhões de usuários cadastrados. Com todo esse volume, as chances de fazer negócios se tornam bem maiores.

Principalmente para aqueles comércios que já estão bastante presentes nas redes sociais, já adaptados à linguagem e às formas de se comunicar nessas redes, essa pode ser mais uma vantagem.

Mobile commerce (m-commerce)

Dados da 43ª edição do Webshoppers informam que o faturamento em 2020 a partir de compras realizadas por meio de aparelhos móveis foi de 45,9 bi, um aumento de 78% em relação a 2019 e 176% em relação a 2018. O número de pedidos e o ticket médio também apresentaram crescimento considerável: 106, 6 milhões (aumento de 56% em relação a 2019) e R$ 431 (aumento de 14% em relação a 2019), respectivamente.

Fazer compras a partir de tais dispositivos é o que caracteriza o mobile commerce ― também conhecido como m-commerce.

Quando é vantajoso optar por esse tipo de e-commerce

Independentemente do segmento em que se atua, é válido dizer que todas as empresas deveriam investir no m-commerce, dado o número grandioso de pessoas que fazem uso de smartphones e tablets e por ser o tipo de e-commerce que mais cresce na atualidade.

Com cada vez mais pessoas usando aparelhos móveis para realizar ações das mais diversas naturezas, incluindo transações comerciais, ficará para trás quem não apostar nessa modalidade.

É indispensável o investimento em sites mobile-friendly, com interface responsiva e amigável para os usuários desses aparelhos. A criação de aplicativos também se mostra vantajosa.

TV commerce (t-commerce)

Esse tipo de e-commerce, embora ainda não tenha sido colocado completamente em ação, apresenta grandes possibilidades para o futuro, tendo em vista que práticas com inclinação multicanal estão em alta.

O TV commerce ― ou t-commerce ― une as funcionalidades das Smart TVs ao comércio eletrônico. Esse aparelho permite que exista interação entre o que está sendo visto/ouvido e os seus telespectadores, levando o conceito de entretenimento a níveis ainda mais altos.

A premissa do t-commerce é a seguinte: enquanto uma pessoa está assistindo a um programa ― um evento esportivo ou um seriado, por exemplo ―, anúncios de itens que estejam relacionados a essas atrações são exibidos na tela da Smart TV, com informações sobre os produtos a serem adquiridos.

Sendo assim, caso o telespectador tenha interesse em adquirir algo, basta que acesse o anúncio e conclua a compra por meio da TV mesmo.

Quando é vantajoso optar por esse tipo de e-commerce

Embora, como dito, essa modalidade ainda esteja no início da sua aplicação em escala, é algo a ser considerado em um futuro próximo, principalmente se você comercializa produtos usados por personalidades que aparecem constantemente na TV e são referência para muitas outras pessoas. Porém, em longo prazo, as possibilidades são praticamente infinitas.

Subscribe commerce

O subscribe commerce pode ser traduzido como comércio de subscrições, mas ele é mais conhecido por um outro nome: clube de assinaturas.

Trata-se de modalidade baseada na recorrência. É uma adaptação para o mundo digital de serviços tradicionais, como a assinatura de jornais e revistas, TV a cabo e, até mesmo, academias de ginástica.

O consumidor concorda em fazer um pagamento mensal para, todos os meses, receber um benefício esperado. Ele pode ser um pacote de produtos personalizados e exclusivos ou a reposição de itens que são comprados com frequência, como lentes de contato ou rações para cachorro.

A experiência do cliente é o foco principal dessa modalidade, que, muitas vezes, é oferecida nos e-commerces tradicionais, principalmente os do varejo.

Quando é vantajoso optar por esse tipo de e-commerce

Os setores que mais se beneficiam desse modelo são aqueles em que a recompra é feita com frequência.

Essa é, portanto, uma maneira de automatizar um comportamento já existente do consumidor. Se ele tem gatos, já faz a compra todos os meses de areia higiênica, ração e outros produtos para os animais de estimação. Um clube de assinaturas voltado para pets, por exemplo, facilita esse processo, que passa a ocorrer de forma automática.

Os clientes ganham em praticidade, e os lojistas, em garantir que eles não vão comprar esses itens de outro lugar.

Outra área que tem bastante potencial para essa modalidade são itens extremamente personalizados ou difíceis de encontrar.

É o caso de um pacote de assinaturas de produtos saudáveis para pessoas que têm restrições alimentares, como intolerância à lactose ou doença celíaca, ou de bebidas artesanais e importadas.

Diferentes setores podem se beneficiar dessa modalidade, desde que compreendam o seu público-alvo e de que forma podem proporcionar uma experiência diferenciada a ele.

Mercado de infoprodutos

Apesar de não se tratar especificamente de uma nova modalidade de e-commerce, o mercado de infoprodutos merece uma atenção especial.

Sua principal diferença com relação ao e-commerce tradicional é que, em vez de vender mercadorias físicas, ele comercializa produtos digitais, como softwares, e-books, treinamentos e aulas a distância.

Trata-se, portanto, de uma maneira de vender informação digitalmente. É o caso de um curso virtual sobre como tocar guitarra. O consumidor faz a compra e recebe acesso a uma área de alunos e a materiais exclusivos que podem ser baixados e vistos em diferentes dispositivos.

Esse modelo é popular já há muito tempo nos Estados Unidos e passou a ganhar força no Brasil principalmente no final da década de 2000.

Quando é vantajoso optar por esse tipo de e-commerce

A peça chave do e-commerce de infoprodutos é o conhecimento. Portanto, essa modalidade é indicada para quem tem algum tipo de informação que seja valioso o suficiente para ser comercializado. Assim, o elemento principal dessa equação é a existência de um público-alvo interessado nessa demanda.

Três grandes segmentos têm obtido muito sucesso com esse modelo de negócios:

  • mercado de softwares, que são ferramentas vendidas online para download, como os produtos da Adobe; ou baseadas em SaaS (Software as a Service), como plataformas de help center e CRM;
  • mercado de ganhar dinheiro, com cursos e conteúdos exclusivos sobre como aumentar o faturamento, abrir a própria empresa e se tornar um infoprodutor;
  • mercado fitness, a partir de métodos de emagrecimento, como programas de exercício e life coaching.

Um dos grandes desafios desse setor é a pirataria. Uma vez que esses produtos são disponibilizados digitalmente, é muito comum que haja a replicação não autorizada de ferramentas e conteúdos, trazendo grandes prejuízos e a queda das vendas.

A utilização de servidores próprios, como nas plataformas em SaaS, tem reduzido esse processo, mas ele continua sendo um risco que deve ser levado em consideração ao entrar nesse mercado.

Por fim, é preciso lembrar que não importa o modelo escolhido, a plataforma de e-commerce usada é fator que merece máximo cuidado na estruturação da loja. Isso, porque, se esse elemento não funciona adequadamente, de acordo com as necessidades do negócio, nada funcionará de maneira alguma.

Quais as vantagens de vender no e-commerce?

Em relação ao comércio físico, existem vantagens importantes do e-commerce. Uma das mais importantes está nos custos iniciais, que costumam ser bem menores e podem ser mais bem direcionados para a construção de um site que seja responsivo e suporte um volume considerável de visitas. Acompanhe, a seguir, outros benefícios de vender pela internet.

Alcance maior

Um comércio eletrônico tem um alcance que costuma ser muito maior do que uma loja física. Pessoas de outras cidades, de outros estados ou até de fora do Brasil podem acessar o site e adquirir produtos. A consequência disso é o aumento do faturamento e das margens de lucro, permitindo ao negócio expandir suas operações sem que os custos cresçam na mesma proporção.

Flexibilidade de horários

Uma loja virtual fica no ar nas 24 horas do dia e nos 7 dias da semana. Além de aumentar as chances de vender, isso acarreta mais praticidade aos consumidores, que podem fazer compras a qualquer momento, acabando com a limitação de precisar ir até uma loja física em horário comercial para adquirir um produto.

Ampliação dos canais de atendimento

Uma loja virtual pode trabalhar também de forma integrada com as redes sociais do negócio. Isso ajuda o consumidor a ter uma melhor experiência de compra com o e-commerce, visto que essa integração — também conhecida por omnichannel — agiliza o processo de atendimento e contribui para a fidelização dos clientes.

Custos menores

No início do tópico, você viu que uma loja virtual tem custos menores. Agora, isso será abordado com mais detalhes. Um e-commerce requer uma equipe reduzida, o que diminui, por exemplo, os gastos com comissão dos vendedores, bastante comuns no comércio tradicional.

Outra despesa que diminui sensivelmente é o “aluguel” do site na internet, também conhecido por hospedagem. Enquanto um ponto comercial custa centenas ou milhares de reais por mês, manter um site no ar requer um investimento muito menor, sendo que esse pagamento pode ser mensal, semestral ou anual.

Facilidade de criar e monitorar anúncios

Um anúncio online pode ser feito em pouco tempo e com um baixo custo. Após colocar uma certa quantia para que eles sejam mostrados no Google, no YouTube e nas redes sociais, é possível monitorar a performance dessas mídias, de modo a calcular indicadores como o ROI, ou retorno sobre o investimento.

Desse modo, se um anúncio não está sendo revertido em vendas para o negócio, é possível fazer ajustes de forma rápida e, com isso, aumentar a sua efetividade.

Como funciona o estoque no e-commerce?

Existem várias maneiras de gerir o estoque de uma loja virtual. A melhor delas vai depender das características e peculiaridades do negócio, de modo a evitar problemas como indisponibilidade ou excesso de produtos estocados. As principais formas de guardar mercadorias são:

  • compartilhado: é usado quando o negócio tem loja tanto física como virtual e um único estoque para ambas;
  • descentralizado: é quando os produtos ficam em diversos lugares, o que ajuda a agilizar o processo de entrega, dependendo do lugar onde o cliente mora;
  • consignado: consiste em comprar uma quantidade de mercadorias e pagar o fornecedor mediante o volume de vendas.

Estoque terceirizado

Uma outra opção para o lojista é a terceirização do estoque, por meio do dropshipping e do cross-docking.

No primeiro, assim que o pedido é finalizado pelo cliente, o fornecedor é contatado para fazer a entrega. Já no segundo, as mercadorias compradas são enviadas do fornecedor até o lojista, que fica responsável pelo envio até o destino.

Como funciona o frete no e-commerce?

O frete é a taxa que o cliente costuma pagar pelo transporte do produto até o seu destino. Portanto, sempre que possível, reduzir esse valor pode significar aumento de vendas e fidelização com a loja virtual. O transporte dos produtos pode ser feito, por exemplo, pelos Correios ou por uma transportadora privada.

A primeira opção é interessante para mercadorias que precisam viajar longas distâncias ou, até, ser entregues fora do Brasil. Em alguns casos, no entanto, pode haver limitações para o uso dos Correios, principalmente em relação ao tamanho dos itens. As transportadoras passam a ser a melhor alternativa para o lojista reduzir custos e entregar as encomendas ao cliente dentro do prazo.

Logística reversa

Pode acontecer de o cliente não ser encontrado ou devolver o item, por conta de alguma avaria ou inconformidade com o que ele comprou na loja virtual. Nesse caso, o frete a ser pago para a mercadoria voltar ao estoque passa a ser do lojista, processo também conhecido por logística reversa.

Para evitar esse gasto a mais, uma boa dica é investir em embalagens que protejam os produtos e evitem que eles cheguem danificados ao cliente. Além disso, é interessante ampliar os mecanismos para garantir a precisão ao separar os pedidos, ainda no estoque.

Quais os produtos mais vendidos online no Brasil atualmente?

Para quem deseja ingressar no mercado virtual, é preciso estar atento às categorias de produtos mais procuradas pelos consumidores. As principais são:

  • supermercado: alimentos e produtos de limpeza e higiene;
  • ginástica: halteres e bicicletas ergométricas;
  • informática: tablets, webcams, roteadores, mouses e teclados;
  • games: cadeiras para gamers, joysticks e consoles;
  • beleza e saúde: termômetros, nebulizadores, inaladores, produtos voltados para limpeza facial e tratamento de acne.

Por que investir no e-commerce?

O comércio eletrônico cresce a cada dia, conquistando mais consumidores e oferecendo possibilidades de explorar os mais diferentes segmentos de atuação. O que antes era considerado uma tendência já se tornou uma necessidade para qualquer lojista que queira se adequar a um mundo omnichannel.

As pessoas esperam ter uma experiência rápida, facilitada e integrada entre os universos online e offline. Confira, a seguir, as principais vantagens de investir em uma loja virtual.

Indicadores de performance

Vender produtos pela internet possibilita a medição da performance. Na prática, sua empresa terá em mãos todos os meios necessários para tomar ações corretivas, se achar necessário. Poderá medir o número de visitantes da plataforma, assim como o tempo de permanência na loja e a taxa de conversão e rejeição do seu negócio.

Mais do que isso, dá para ter uma noção precisa da quantidade de tráfego orgânico e pago que você recebeu. Por meio da análise das métricas, será possível saber qual das duas formas gera mais visitas, trazendo economia para o seu empreendimento.

Alcance

Diferentemente de uma loja física, um e-commerce não tem a limitação do alcance. Logo, seus clientes podem vir de qualquer região do Brasil. Mas não se engane: ainda assim, é preciso ter cuidado no planejamento logístico, como já foi visto neste artigo.

Tempo de construção

Para um e-commerce funcionar e gerar vendas, o tempo de implementação é normalmente bem menor do que o de um negócio físico.

Disponibilidade

Um empreendimento físico não tem como ficar aberto 24 horas por dia. Os custos com funcionários e energia seriam bastante elevados. Como visto, porém, um e-commerce estará disponível na rede 24 horas por dia e 7 dias por semana. É uma maneira de vender com recorrência e consolidar-se no mercado.

Para você ter ideia da importância desse setor e do seu constante crescimento, confira o infográfico abaixo com os principais dados atuais do e-commerce no Brasil.

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O que é preciso para montar um e-commerce?

Agora que você conhece os pormenores do funcionamento e as vantagens de ter uma loja virtual, confira os procedimentos necessários para a criação do seu e-commerce. Procure não negligenciar e nem pular etapas; do contrário, seu negócio correrá o risco de não render o que se espera.

Planejar

O ponto de partida é saber aonde o seu negócio pretende chegar. Logo, o ideal é ter todos os objetivos em mente e documentá-los em um plano de ação. Esse é o lugar que abrigará o seu planejamento estratégico — englobando os aspectos logísticos e os fatores relacionados à experiência do cliente dentro do seu ambiente virtual.

Analisar a concorrência

É importante acompanhar de perto quem já está no mesmo segmento que o seu. Se isso ainda não é do seu conhecimento, procure fazer pesquisas no Google por produtos que façam parte do seu nicho. Além disso, conversar com os fornecedores e clientes pode ajudar bastante.

Delimitar o público-alvo do e-commerce

Antes de criar o seu e-commerce, é primordial pensar em quais pessoas o seu negócio pretende atingir. Assim, os produtos serão escolhidos de forma mais direcionada, evitando problemas na gestão de estoque. Mais do que isso, a definição do público-alvo será a chave para a criação de um relacionamento permanente com os consumidores da sua loja.

Na hora de comprar, as pessoas levam em consideração uma série de fatores, que vão muito além do preço. O valor agregado que o produto traz, a qualidade do atendimento, a facilidade de navegação no e-commerce e o tempo de carregamento das páginas são alguns exemplos.

Escolher os fornecedores

Antes de fechar negócio com fornecedores, pesquise. Leve em consideração fatores como prazo de entrega, condições de pagamento do serviço e se a empresa já tem um nome consolidado no seu segmento de mercado. Preze sempre pela qualidade. Quanto melhores forem os fornecedores, melhor para o cliente e, consequentemente, para o seu negócio.

Definir o mix de produtos

Basicamente, o mix de produtos é um conjunto composto pelas mercadorias escolhidas para venda em uma empresa. Ainda que a definição do público-alvo seja um bom norte na hora de definir os produtos, outros pontos também merecem atenção.

Principalmente no caso de gestores com pouca experiência no mercado online, a recomendação é que sejam explorados itens de apenas uma categoria. Com o passar do tempo, você pode ampliar seu estoque — até mesmo para buscar uma nova base de consumidores.

Além disso, caso você já tenha uma loja física, é importante que compreenda que vender os mesmos produtos na loja virtual não necessariamente é uma boa estratégia. É preciso analisar qual público tem o costume de fazer compras online, as mercadorias que têm boa saída nesse meio e as que apresentam entraves logísticos etc.

Escolher bons colaboradores

Para que o seu negócio funcione corretamente e proporcione os resultados desejados, contar com uma equipe capacitada é essencial. Para iniciar o empreendimento, os seguintes profissionais devem fazer parte da sua equipe de colaboradores:

  • analistas de suporte, para a comunicação direta com os clientes no caso de dúvidas e problemas;
  • operadores de logística ou de expedição, responsáveis por separar, embalar, conferir e controlar entregas e devoluções;
  • analista de marketing, tem a competência para criar as campanhas de vendas da loja online;
  • analista de criação, responsável pela criação de campanhas audiovisuais;
  • web designer, é o profissional que trata da customização do layout da loja virtual;
  • especialista em SEO e mídias sociais, áreas de especialidade imprescindíveis para atrair o tráfego, por meio da contínua otimização das palavras-chave para buscas pela internet.

É possível terceirizar algumas dessas funções, como é o caso dos profissionais de marketing, que podem ser substituídos por uma agência de comunicação e performance.

Focar a segurança

No ambiente virtual, todo site, sistema ou e-commerce fica vulnerável à ação de programas maliciosos, que podem roubar dados sigilosos das empresas. A segurança também é um fator determinante para garantir a melhor experiência dos usuários dentro da sua plataforma.

Nesse sentido, procure pelas soluções que oferecem, dentre outras coisas, integração com protocolos de segurança, firewalls e certificados — a fim de mitigar os riscos de ataque. Por fim, atente, também, para a segurança nos sistemas de pagamento do seu negócio.

Investir em marketing

Diferentemente da abordagem tradicional, o marketing digital tem uma atenção maior pela satisfação do consumidor. Em vez de campanhas ostensivas e, muitas vezes, irritantes, procure formas de educar e atrair as pessoas, de modo que, no momento certo, elas estejam aptas a fechar um negócio com você.

Invista no inbound marketing e construa uma lista de e-mails para nutrir a sua base de clientes com informações, curiosidades — enfim, tudo aquilo que tem relação indireta com a venda de um produto.

Também não abra mão de investir em mídias pagas; descubra se os seus clientes preferem usar o Google, Facebook ou YouTube e, a partir disso, crie anúncios para atrair tráfego qualificado para o seu empreendimento virtual.

Como funcionam as plataformas de e-commerce?

Em poucas palavras, a plataforma de e-commerce é a solução responsável tanto pela parte visível do site aos consumidores (front-end) quanto pela não visível (back-end), como o banco de dados e o sistema de gestão.

Nesse sentido, a ferramenta precisa ter APIs de integração que permitam, por exemplo, divulgar os produtos em um marketplace e promover o chamado atendimento omnichannel. Além disso, a plataforma deve permitir o acompanhamento dos indicadores de desempenho do e-commerce, por meio do Google Analytics.

Uma loja virtual é uma excelente oportunidade de atingir novos públicos e aproveitar um mercado promissor. Contudo, é importante conhecer seu funcionamento e entender os aspectos logísticos e as parcerias com fornecedores e transportadoras. Ainda, essa atividade requer um massivo acompanhamento de métricas, a fim de identificar problemas e realizar ações corretivas.



Tray Corp

Tray Corp

Parte do Grupo Locaweb e integrante da divisão corporativa da Tray, a Tray Corp oferece por meio da tecnologia FBITS uma plataforma de e-commerce personalizada, integrada e escalável, o que faz dela a opção definitiva para sua loja virtual.